Apresentando: “Once Upon a Time”

January 30, 2012

por: Laís Menini

em: Once Upon a Time

Quando criança, sempre fui daquelas curiosas que liam os livros de contos de fadas e depois do “casaram-se e viveram felizes para sempre” perguntam: “tá, mas e depois?”.

E com Once Upon a Time, série que estreou em 2011, crianças como eu conseguem ver um pouquinho como foi a vida das princesas mais famosas do mundo depois que o livro decretou o “the end”. Licença poética à parte, Once Upon a Time é muito fiel aos livros ao narrar as histórias no mundo mágico e nos dá aquela sensação gostosa de ver as cenas dos contos de fada e saber exatamente o que acontece na sequência… até voltar à “vida real”.

OUAT transita entre dois mundos: a realidade, que é onde vivem atualmente os heróis e heroínas dos contos de fadas (e também os vilões, claro) e a realidade paralela, que é o flashback das estórias e onde a gente relembra da infância. No contexto, a bruxa má da Branca de Neve amaldiçoa todo o reino (e, assim, todos os personagens, que parecem ser vizinhos) tirando da galera a parte do “felizes para sempre”. De repente todos vão parar em Storybroke, uma cidadezinha do Maine, vivendo como pessoas normais, mas sem se lembrar de quem realmente são.

Quem descobre o que tem de errado é o pequeno Henry (Jared Gilmore), filho adotivo da prefeita (e rainha má) Regina (Lana Parrilla) e biológico de Emma Swan (Jennifer Morrison, de House), uma investigadora freelancer que não sabe (ainda) mas é a filha da Branca de Neve (Ginniffer Goodwin) e a única da vila fantástica que conseguiu escapar da maldição da bruxa. Henry leva Emma de volta à cidade para que ela descubra como quebrar a maldição e trazer de volta o “felizes para sempre”.

Na série a gente ainda mata a saudade de outra galera conhecida da nossa infância, como os príncipes encantados, Cinderella, Gepeto, o Grilo Falante, João e Maria, Chapeuzinho Vermelho e a Vovó, entre outros – até mesmo do vilão Rumplestilskin (Robert Carlyle), que está incrivelmente arrebatador nessa versão “after contos”.

Os efeitos especiais e as paisagens da série são encantadores, e engana-se quem pensa que o enredo foi feito para crianças. Além de bonito e leve, o seriado consegue ser, também, obscuro e instigante, uma vez que a gente nunca sabe qual será o próximo passo ou quem será que vai aparecer por Storybroke. OUAT foi feito para encantar – e encanta tanto que a gente se perde em lembranças de quando achávamos que o “felizes para sempre” era uma realidade. Com um enredo brilhante OUAT nos faz crer que, com um pouco da ajuda dos amigos (e das pessoas certas), o final feliz pode ser possível em qualquer realidade.

Sobre: Laís Menini

Laís Menini é amante do bom futebol, da boa cerveja e criadora do Sérieterapia. Viciada em histórias televisionadas desde sabe-se lá quando, acompanha mais de 40 séries e é igualmente compulsiva com livros. Nas horas vagas, é diretora executiva na empresa Tea With Me.

Comentários:

2 Responses to “Apresentando: “Once Upon a Time””

  1. Luciana says:

    Onde que está passando essa série?? Só baixando?

  2. […] das grandes estrelas de House, Jennifer Morrison (ex-Alisson Cameron) hoje brilha como Emma Swan em Once Upon a Time. Alisson foi casada com Chase e teve um tórrido romance com House em uma das temporadas […]

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