Spartacus – A Morte Que Imita a Vida*

March 6, 2012

por: Laís Menini

em: Spartacus

Spartacus foi muito bem apresentado nesse espaço pelo Alexandre, e tenho certeza que quem ainda não viu irá se viciar quando assistir. Os personagens são interessantes, a história conta um período de mudança de uma época e a fotografia é ótima, mas eu preciso desabafar com alguém o que anda me incomodando na segunda temporada, senão eu explodo de agonia.

Fico me perguntando se mais alguém sente o mesmo incômodo que eu ao ver Liam McIntyre no papel do protagonista da série. Sou uma pessoa totalmente passional e tenho certa dificuldade com algumas mudanças – e essa é uma delas. Para mim Andy Whitfield é e sempre será o verdadeiro Spartacus.

Quando Andy se afastou das gravações para tratar da doença que, infelizmente, levou à sua morte, a alternativa do canal Starz foi produzir uma minissérie que conta o período pré-Spartacus. O projeto não me causou tamanha estranheza, já que o foco era em outro personagem.

Já vi os dois primeiros episódios da segunda temporada, mas dei um tempo: ainda estou vivendo a fase da negação no luto. Acho que qualquer outro personagem que deixasse a série não faria tanta falta. Tá bom, o personagem continua lá, mas em outro corpo. Deixa eu ver se consigo exemplificar. Quem assistiu o filme O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus experimentou essa sensação quando, com a morte do ator Heath Ledger, seu personagem foi interpretado por mais outros três atores. Entretanto, nesse caso, o enredo do filme permitia essa adaptação.

Em Spartacus simplesmente não é adequado. Entendo que, se a substituição não fosse feita, tudo realizado antes seria perdido – e ninguém entra num projeto para perder dinheiro. Por fim, o que eu acho adequado não importa. Então, como diz um velho ditado, rei morto, rei posto. O show não pode parar.

Mas se de alguma forma mais alguém passa por isso, por favor, me diga. Ou seria eu a única pessoa no mundo que, extremamente apegada, é incapaz de aceitar o fim de um ciclo e o início de outro? E para quem consegue ver como se nada tivesse mudado, divida essa experiência comigo, preciso evoluir e voltar a vê-la; afinal a série é muito boa e a (nossa) vida segue, né?

*Quem assina esse desabafo sobre Spartacus é Viviane Rodrigues, jornalista por formação e curiosa por natureza. Apaixonada por história(s) é sempre levada ao mundo das séries, do cinema, da música e da literatura. É blogueira de esportes e escreve sobre futebol e vôlei. Veja os textos dela aqui.

Sobre: Laís Menini

Laís Menini é amante do bom futebol, da boa cerveja e criadora do Sérieterapia. Viciada em histórias televisionadas desde sabe-se lá quando, acompanha mais de 40 séries e é igualmente compulsiva com livros. Nas horas vagas, é diretora executiva na empresa Tea With Me.

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