Lá pelos idos de 2010 fiquei sabendo de um seriado adolescente que tinha um gancho interessante: quatro amigas eram as principais suspeitas do sumiço de Alison DiLaurentis (Sasha Pieterse), que aparece morta ainda no primeiro episódio. No entanto, um “fantasma” bem vivo volta para assombrar o quarteto, mostrando saber segredos delas que apenas Alison sabia – e, claro, essa via de mão única só podia terminar em chantagem.
Baseado na série de livros homônimos de Sara Shepard, Pretty Little Liars não conseguiu me segurar até o sétimo ou oitavo episódio da primeira temporada, por ter uma aura muito juvenil e sem perspectivas, até que…
Desnecessário dizer que a saga de Spencer (Troian Bellisario), Aria (Lucy Hale), Emily (Shay Mitchell) e Hanna (Ashley Benson) se tornou, entre drama e suspense, um vício. A busca incessante pelo misterioso “A” que manda as mensagens de celular e sempre coloca as meninas na mira da polícia, além de sair ileso de todas as empreitadas, é o motor que move essa série que, acredito eu, não vai durar mais do que três temporadas.
Além disso, é claro, muito “enredo Malhação” é usado para apimentar a história e fazê-la ser um universo adolescente crível: paixões arrebatadoras, platônicas, amor pelo professor, famílias complicadas e a sensação de ser sempre incompreendido são alguns dos ganchos que a história carrega para que o público-alvo não se sinta fora da bolha. Ainda assim, Pretty Little Liars é uma estória perfeitamente “assistível” por quem tem mais de 20 anos e vida sexual ativa.
A primeira temporada só teve dez episódios, mas o seriado fez tanto sucesso que logo os roteiristas sentaram pau na máquina e começaram a fazer uma das melhores séries para jovens dos últimos tempos. Hoje a série bate recordes de audiência e é uma das joias da coroa da sua produtora, ABC Family.
O bom de assistir Pretty Little Liars é essa intensa busca por detalhes que vão nos contar quem é “A”, que de simples ameaçador acabou se tornando um implacável homicida. Apesar de a série ter sido baseada em livro, os produtores da versão para a TV já contaram que o final da saga em cores vai ser totalmente diferente do final escrito, para não estragar a surpresa de quem devorou os livros. A quem interessar possa, no livro “A” é a irmã gêmea de Alison, que foi enviada a uma espécie de manicômio ainda criança e volta para assombrar as amigas da irmã morta.
Eu já tenho meus palpites de quem seja “A”, mas pelo meu histórico de investigações tenho plena certeza de que estou errada. Façam suas apostas e fiquem atentos. Afinal de contas, a gente nunca sabe quando uma mensagem de celular pode mudar nossa vida.
